Menos compreensível é
que seja o Estado, que exige sem
contemplações, a ignorar os seus
compromissos, deixando “queimar”
prazos para a devolução do IVA às
empresas, que necessitamde fundo
demaneio para fazer face à escassez
do crédito e a cobranças cada vezmais
complicadas. Nas empresas portuguesas
vive-se um dia de cada vez, sem
perspetiva demédio ou longo prazo.
Enquanto isso o esforço pedido aos
contribuintes é cada vezmaior
e o númerode dias que cada umtem
de trabalhar para pagar os seus impostos
está a aumentar de ano para ano.
Segundo as últimas estimativas, são
necessários cinco meses de trabalho
para pagar o que o Estado nos exige.
Uma enormidade. Mas é esse mesmo
Estado que faz orelhas moucas quando
em estado de necessidade se converte
de credor em mau pagador.
Este é um preocupante alerta que
confirma que se está a criar emPortugal
uma onda de incumprimento.
O Estado só pode exigir respeito por parte
dos contribuintes se se der ao respeito. O
rótulo do “Estado pessoa de bem” poderá
estar definitivamente caducado.
Retirado do artigo do DE do Bastonário da
Ordem dos Técnicos
Oficiais de Contas
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